A Secretaria da Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) prendeu preventivamente, na manhã desta quarta-feira (8), a mulher suspeita de tentar sequestrar um bebê recém-nascido de dentro da Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina. A investigada foi localizada pelas equipes das Polícias Civil e Militar em uma instituição psiquiátrica situada na zona Norte da capital.
O mandado de prisão é o resultado de uma mobilização rápida da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), que assumiu o caso logo após a denúncia e reuniu os elementos necessários para fundamentar o pedido de prisão junto ao Judiciário. Após ser detida, a mulher foi levada para depoimento e passará por audiência de custódia.
Como o caso aconteceu: a falha no plano e o cerco policial
A tentativa de sequestro ocorreu na tarde da última segunda-feira (6) e mobilizou a segurança da maior maternidade pública do estado. De acordo com as investigações e os relatos colhidos nos bastidores antes da prisão, a ação seguiu uma dinâmica que quase passou despercebida.
- A mulher conseguiu entrar nas dependências da Nova Maternidade fingindo ser familiar de uma das pacientes ou buscando atendimento, aproveitando o fluxo de visitas.
- Já no interior da unidade, ela tentou realizar a retirada irregular da criança, aproximando-se do leito onde o bebê estava com a mãe.
- A ação suspeita acionou os protocolos internos de identificação da maternidade. Servidores e a equipe de segurança perceberam a inconsistência nas informações da mulher, impediram que ela saísse com o recém-nascido e acionaram imediatamente a polícia.
Nota da Maternidade
Em comunicado oficial emitido logo após o ocorrido, a direção da Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa reforçou que a tentativa foi frustrada unicamente devido às barreiras de segurança e ao treinamento da equipe, que passou a colaborar com o fornecimento de imagens e depoimentos para a DPCA.
Mesmo conseguindo deixar o local antes da chegada imediata das viaturas no dia do crime, a suspeita foi identificada por meio do circuito interno de monitoramento da assistência médica e do cruzamento de dados de inteligência, o que permitiu rastrear seu paradeiro até a clínica onde se encontrava nesta quarta-feira. O inquérito segue em andamento na DPCA para apurar se houve facilitação ou se a mulher agiu inteiramente sozinha.


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